Link Building

As “férias” terminaram, eu estou no Brasil e a Engeeno está bombando. Hora de tirar o pó aqui do blog também. Hoje venho abordar o tema de Link Building, algo um pouco controverso no que toca à abordagem por profissionais de SEO e diretrizes de qualidade dos principais motores de pesquisa.

Não há dúvida, links estão entre os fatores mais fáceis de manipular, eles podem ser algo muito bom para o seu negócio, mas ao mesmo tempo, eles podem muito facilmente se tornar no seu pior pesadelo num piscar de olhos. Se não sabe a que me refiro, eu já escrevi vários posts no passado que abordam o problema da manipulação de links.

Como em praticamente tudo o que está envolvido na estratégia de um negócio online, Link Building é algo que, quando feito de uma maneira incorreta ou de uma forma agressiva, tem grandes chances de levar o seu site na direção oposta àquela que você esperava. Isto acentua-se especificamente quando o processo é abordado de uma maneira desconectada e que não tem analogia com a natureza do site, negócio ou marca. O que normalmente é reflexo de uma processo que não foi pensado de antemão ou em paralelo com a estratégia de SEO do site, que por sua vez está incluída na estratégia de Marketing do seu negócio ou marca.

Apesar da maioria dos principais motores de busca estar caminhando constantemente na direção de desvalorizar cada vez mais os links e outros fatores que estão ao alcance de uma manipulação fácil, cada vez mais se vê o aparecimento de “serviços de Link Building” como fórmula mágica para o sucesso na classificação e ranqueamento em motores de busca. Algo que se torna um pouco preocupante, pois estes “serviços” incitam a perseguição do algoritmo do Google em vez de ajudarem um negócio a longo termo e pensando um pouco mais à frente, como por exemplo, indo atrás do comportamento do usuário. No fundo Link Building é aquele “conjunto de truques”, que uma vez extinto, deixará muita gente sem direção, especialmente aqueles em que o foco para obter um bom posicionamento depende apenas desse processo.

Link Building é um processo delicado por natureza, onde é muito mais fácil errar do que acertar. No entanto nem tudo é mau e existem algumas noções que todos os que se dedicam à implementação deste processo devem ter antes de se aventurarem com a responsabilidade do futuro de uma marca ou negócio:

Link Building não pode ser um processo forçado

Porque é algo que tem de ser inerente ao seu negócio. Links são algo que tem de aparecer de um modo natural, através do “livre-arbítrio” de quem cria o link e não de um modo forçado, seja ele automatizado ou não. É muito difícil senão praticamente impossível fazer com que um link artificial passe por um link legítimo. E para complicar a maioria dos principais motores de busca detetam manipulação de links com relativa facilidade — por exemplo o Google vem fazendo análises sofisticadas de links desde 2001 — e nenhum deles lhe irá dizer quais os links que realmente contam de entre todos os seus backlinks.

Você não pode comprar Link Building

Bem… Quer dizer, você pode, desde que esteja também disposto a aceitar as possíveis consequências — incluindo as negativas — que são inerentes à compra de um serviço assim. Como já dei a entender no ponto anterior, eu recomendo evitar qualquer tipo de negócio que afirma fazer Link Building através de “pacotes” de links, especialmente quando estes se focam em guest posts, sites de artigos, fórums, comentários em blogs, social bookmarking, etc. Se pretende ter um negócio próspero e apostar na sua marca a longo termo, sugiro que fuja para bem longe de algo assim. A principal falha da grande maioria dos serviços de Link Building é que estes são comprados como um “add-on” e são quase completamente desconectados da estratégia de Marketing/SEO do site.

Link Building não pode ser um processo separado ou um “add-on”

Se a sua estratégia de SEO ou de Marketing Online não inclui um processo de Link Building, é aconselhável fazer uma revisão dessa mesma estratégia e pensar em que ponto e de que modo esse processo se pode enquadrar dentro da mesma, ou mesmo se você realmente necessita de algo assim.

Há uns meses comprei um Lego enorme para o meu filho de 6 anos, um enorme navio de guerra com centenas de peças. Enquanto os dois construíamos a geringonça, íamos procurando as peças que harmoniosamente davam forma ao navio e a todo o cenário. Quase todas as peças eram de cor cinza, preta, branca ou amarela, a certa altura e por acidente eu peguei numa peça verde de um outro conjunto — uma moto também de Lego que ele desmanchou — e estava pronto a colocá-la no navio. Nessa altura o meu filho agarrou a minha mão e me olhando muito sério disse: “pai, essa peça não faz parte deste conjunto… aliás ela nem combina”.

Essa peça de Lego é como Link Building, um processo que tem de estar intimamente relacionado com a personalidade do seu negócio e o modo como a sua marca é vista online. Ele tem de fazer parte do conjunto, ele tem de combinar!
Se começou a fazer Link Building como um “add-on”, ou comprou um daqueles pacotes fantásticos a um “expert de SEO” que lhe prometeu que iria ranquear para [viagens baratas] em 3 meses, é muito provável que o seu tempo e dinheiro tenham sido jogados para o fundo de uma lixeira bem grande. Você não pode, ou melhor, não deve pensar em Link Building como uma peça de Lego que encaixa no primeiro lugar que tiver disponível.

Espero contribuir com este post para uma abordagem diferente ao processo de Link Building. Bem como ajudar todos aqueles que têm dúvidas e pensaram em contratar aquele serviço que promete tanto por tão pouco.

Comments

  1. Mauricio Leite says:

    Definir estratégias de marketing tem de ser parte do planejamento da empresa. Quando isso só vem depois você abre espaço para falha e profissionais ruins jogam sua empresa no lixo…

    Prestar serviços para quem se planeja é uma delícia, mas quantas empresas fazem isso corretamente hoje? Nesses casos de mal planejamento, a melhor abordagem deveria levar linkbuilding junto de outras estratégias para uma(s) reunião(ões) com o setor de marketing e ver como se encaixa no todo.

  2. Olá, Pedro! Seu texto me suscitou uma dúvida…

    Se o link building mal feito pode levar o site a ser punido ou cair no ranking em vez de subir, o que me protege de um competidor que compre pacotes de links e os aponte para meu site?

    • Mauricio Leite says:

      Marcelo, pelo visto um link building ruim não vai prejudicar seu site como uma técnica blackhat.
      Corrija-me se estiver errado Pedro mas, suponho que o algoritimo dos sistemas de busca entendam links falsos ou irrelevantes e ignorem eles.

      • Exatamente,

        Existem sinais inerentes e característicos a cada um dos comportamentos. Um link building mal feito tem um perfil diferente de uma tentativa de “negative SEO”. Tanto o Google como a Equipe de Qualidade de Buscas estão treinados para reconhecer esses perfis. Normalmente quando há incerteza por parte do algoritmo existe uma revisão manual que tende a ser bastante efetiva.

        • Pedro, baseando-me no caso Decolar, não acredito que links criados com má intenção sejam totalmente ignorados.

          Os links da Decolar eram todos em colunas laterais e rodapé das páginas e nem por isso foram ignorados, tanto que o site foi punido.

          Não concordo com a maneira que eles adotaram, mas não dá pra acreditar que o Google está ignorando links irrelevantes com os resultados que eles conquistaram antes de serem punidos.

        • Existem muitos sites que não são “vistos” ou são “ignorados” ou até mesmo demora muito tempo para que o google possa identificar como um site com manipulação de link, e outras técnicas. E sinceramente aquele relatório de SPAN, não funciona, eles até mandam uma resposta agora, porém nada é feito, e algumas técnicas esdrúxula ainda fazem muita diferença, mantendo por muito tempo ( Meses e até Anos) sites no topo.

  3. Acredito que isso seja um dos pontos que o mercado brasileiro mais tem de aprender.

    Muitos ainda estão voltando suas ações de link building para um processo manual ou automatizado (o que é pior ainda) ao invés de voltar suas atenções para ESTRATÉGIAS e assim conseguir links de forma natural.
    Um exemplo disso são as empresas que insistem em fazer link building comentando em blogs e fóruns, o que é uma estratégia fraca e que demanda muito tempo para pouco resultado.

    Vamos esperar que o mercado amadureça e os profissionais comecem a entender Link Building como um processo de estratégia e marketing, não apenas de SEO.

    • Concordo com sua colocação, mas penso será mesmo que todos tem a capacidade gerar tanto conteúdo como infográficos, e outros meios com pouca verba ou melhor falta de mão de obra de excelentes webdesigners e criativos? Estou notando que cada dia mais temos mais profissionais de SEO do que criativos, vai parecer que todos viraram apenas engenheiros faltando os arquitetos que gerem tráfego de links espontâneos!

  4. Olá Pedro,

    Sem dúvida um post muito orientativo, eu mesmo já vi várias ofertas na net de serviços de LB, porém acho uma forma muito desleal de ganhar posicionamento nos motores de busca.

    Muitos blogs que “ensinam a ganhar dinheiro” com blogs dizem que para se ter sucesso se deve escrever artigos de qualidade, etc., também sugerem que isso seja feito, o que acho que vai totalmente de encontro às boas práticas de divulgação de um blog.

    Agora, fiquei com uma dúvida: e com relação aos links quando deixamos comentários em blogs, essa técnica não pode ser considerada legítima? Digo isso porque em todo blog que comento deixo o link do meu blog.

    Um abraço.

    • Iúri,

      Deixar links em blogs de uma forma natural são completamente legítimos.
      O que eu refiro em relação a comentários em blogs são métodos automatizados OU métodos manuais que se tentam fazer passar por comentários legítimos.

  5. Olá Pedro !

    Achei excelente a analogia feita no exemplo do Lego.
    Fica claro que os links devem ser conquistados naturalmente e com muita paciência, assim como na montagem do Navio, que por ser um Navio de Guerra nada tem haver com Motocicleta, apesar de os dois serem constituídos de vários pedaços, pedaços de assuntos diferentes.

    Neste caso fica impossível imaginar o simples ato de jogar todas as peças do Navio para cima, e ver todas caírem encaixadas em seus devidos lugares como “passe de mágica”, lincando-se umas as outras e chegando a montagem final. Este não é o caminho natural para se atingir o objetivo.

    Um abraço

  6. Concordo com o texto e acredito que link building não é só um processo natural, mas um reflexo da usabilidade do seu site. não é você que define que seu site é bom e sim os usuários. E se estes se dispõe a compartilhá-lo então você teve sucesso no seu “processo” de link building.
    Porém vejo um ponto controverso no post: Ao mesmo tempo que é dito que o processo é natural, fico com a impressão de que os links de empresas realizados no final do post, foram suprficiais demais.

    Comparando com a analogia do lego é como se eu estivesse procurando dicas de como construir um navio de Lego e tivesse um link para o site da empresa.

    acompanho todos estes sites e posso afirmar que 75% destes sites recomendados em algum momento já usou o artificio de “link building como Add-on”.

    Por julgar o seu trabalho digno de condecoração, quis participar desta discussão já que considerei um pouco controverso o que é dito comparado com o que é feito.

    Abraços e continue nos “alimentando” com SEO de ponta!

  7. Boa noite Pedro,

    estive com o artigo aberto desde a hora que você colocou o link no twitter, apenas agora consegui ler, valeu a pena manter aba aberta. Cada vez mais aparece software para fazer link building de forma automatizada, em comentários de blogs e algo que chega ser ridículo, e sempre a mesma historia “Chegue em seu site pelo google, e gostei do seu artigo estarei referenciando você no próximo artigo”, o pior e ver respostas para isso do webmaster e a url do sujeito la para um pagina sobre planos odontológicos. Por isso acredito que muito facilmente o google consiga descriminar comentários como esses que além de um padrão deixam link para uma página interna entre outras características, ou pelo menos colocar a equipe em alerta para aquele link.

    Com esse comentário sobre lego, e fácil de explicar corretamente para qualquer pessoa, obrigado e sucesso na jornada com a engeeno.

  8. Olá Pedro Dias,

    Muito bem explicado esses processos de Link Building “Ilusionistas”, tenho me deparado com possíveis clientes que vem me questionar por terem propostas de profissionais que oferecem no mercado pacotes de links “Full”.. só faltou o tabajara .

    abs

  9. Pedro quando você diz: ” links estão entre os fatores mais fáceis de manipular” e comparamos com as informações do próprio google isto se torna contraditório e incoerente.

    Veja:

    Texto âncora é o texto clicável que os usuários vêem como link, e é colocado dentro da tag de âncora
    [top ten rarest baseball cards].

    Este texto âncora descreve com precisão o conteúdo de uma de nossas páginas
    Este texto diz aos usuários e ao Google algo sobre a página que você está apontando. Links em sua
    página podem ser internos – que apontam para outras páginas do seu site – ou externos – apontando
    para conteúdo de outros sites.

    “Em ambos os casos, quanto melhor o texto âncora, mais fácil será
    para os usuários navegar e para Google entender do que se trata a página que você está apontando”

    Porque o próprio google ensinou a “manipular” ????

    Porque o próprio google não ensinou: Crie links da forma que quiser e achar natural pois nosso algoritimo é bom a bessa e entende do que se trata a página que você está apontando.

    É impossivel cobrar por uma coisa que nós mesmos ensinamos.

    • Me pergunto a mesma coisa as vezes…

      e se o Google consegue previnir tão bem assim, porque então alguns sites são punido e banidos (caso Decolar.com)? Se o algoritmo tem esse poder de ignorar e dicernir o que é bom do que é ruim, não deveria haver um equipe de SPAM, mas ela se faz necessária porque o algoritmo nao pega tudo…

    • Leo,

      O Google não ensinou a manipular, o Google ensinou a usar corretamente. Mas como em tudo as pessoas escolhem usar para o bem ou para o mal através da exploração de falhas.

  10. Muito bom esse post Pedrão…
    A parte que você faz a analogia com o Lego foi demais…
    E concordo que LB não deve ser feito de qualquer maneira e jogar links em qualquer lugar…
    “Ele tem de fazer parte do conjunto, ele tem de combinar!” essa frase é demais!

    @seo_harrypotter

    Abraços

  11. Pedro no post “Guia de Optimização para Motores de Busca em Português”, existe um link para o gupo “Guia de Optimização para Motores de Busca para Iniciantes”. Este link leva a uma pagina de grupos do google, onde sou informado que este grupo é só para convidados. Gostaria de saber se este grupo ainda está ativo e se sim se poderia ser convidado a participar.
    Obrigado.

  12. Todos os problemas têm uma solução rápida, fácil e errada!

    Uma má estratégia de link building é isso mesmo. Uma solução errada…

  13. Sem duvida que a melhor técnica é conseguir links naturais através de referências. o google parece estar a dar menos importância a links de directórios. qualquer dia identifica os sites de submissão de artigos.

  14. Joao Crawford says:

    A Google tem feito um bom trabalho nesta área mas está longe de ser perfeito.
    Tenho visto muitos sites de topo usar tecnicas de linkbuilding automatizadas e não são penalizados por isso, muito pelo contrario.
    Basta fazer uma analise a alguns sites americanos para confirmar isto.

    Uma coisa que não percebo é se um site concorrente nos quiser prejudicar fazendo links para o nosso site de uma forma automatizada (spam) consegue, e o nosso trabalho passa a ser considerado lixo pelos motores de busca. Sei que não deve ser fácil para os motores de busca filtrar esta informação, mas que é uma vulnerabilidade muito grave é.

  15. Ótimo artigo Pedro!
    Adorei a analogia com o Lego! Além das cores das peças devemos ter em mente que o brinquedo vem na caixa desmontado, faz parte do nosso trabalho escolher as peças certas e montar o brinquedo certinho, ele não vem pronto :)
    Link Building tem que ser pensado desde o começo, pensando em criar conteúdo de qualidade que seja facilmente disseminável e propicie bons links naturais :)

  16. Pedro acabei ouvir o search cast com suas dicas e também do ariel.

    Eu achei excelente a estratégia de link building do ariel em especificamente não fazer o link building mas criar assuntos linkáveis.

    Mas agora eu tenho uma grande dúvida: e quanto a sites novos?

    Por exemplo tenho um blog com conteúdo excelente e muito original tanto que registrei os principais artigos dele em cartório de documentos e biblioteca nacional. Paguei mais para desenvolverem o conteúdo do que para quem desenvolveu o site.

    Se vou pelo caminho de divulgar meu blog no meu nicho via redes sociais, a probabilidade de copiarem meu conteúdo é de 99%. Meu nicho é de mulheres blogueiras e vão copiar, fazem isto de forma tão facil como beber água.

    Entendo que o google já reconhece quem é o dono do artigo, mas até reconhecer, blogs mais velhos, vão sair na minha frente com o que é meu.

    Quem faz o link building recomendou que primeiro cadastra-se em diretorios para o google indexar e pegar força.

    Como deixar de pensar em diretórios ir para o “linkbuilding puro” (como referenciou o Ariel) sendo que o google ainda permite que conteúdos copiados em sites mais relevantes disparem na minha frente?

  17. Entendo que Link Building é parte integrante e primordial de um serviço de Otimização de Sites, não se pode fazer Otimização de sites sem ter estratégias de Link Building, pois o resultado da otimização on page não é satisfatório, não atinge todo o potencial da Otimização só fazendo On Page. É necessário estratégias Off Page, legal o debate.

  18. A principio você parecer que está fazendo a melhor coisa do mundo, mas no fim já sabemos o resultado, como o próprio Pedro deixou claro no post. Com a Google não se brinca, aqui se faz, aqui se paga. rs

  19. Olá a todos.

    Primeiramente eu acho que o Google age como um semideus em várias questões. Estou dizendo isso no meu site desde 2005. A julgar pelas coisas ditas aqui sobre construção de links, você poderia derrubar seu competidor colocando links automatizados, por exemplo, para o site dele. Eu encontrei nas ferramentas de webmasters mais de novecentos links para o meu site e fui checar a origem. Vinham de um site totalmente desconhecido para mim e não relacionados com a página para a qual apontavam. Eu não poderia pedir para que tirassem os links porque poderia ser infrutífero e ainda seria uma falta de ética. E ainda, passaria a bancar o sábio, capaz de distinguir entre o bem e o mal. Quem garante que isso foi obra de competidor ou de alguém que não gosta de mim? Quem garante que foi ação legítima?

    Eu sempre julguei que o Google ignorava esses links. Agora começo a pensar que ele pune por causa deles. Se isso estiver realmente acontecendo a internet vai virar uma bagunça. Eu tenho criticado muitas coisas do Google, mas essa ficaria acima de todas as outras.

    O excesso de poder nas mãos de uma empresa é perigoso. No ano passado, sem receber qualquer aviso, meu blog, que se hospedava no blogger.com e se achava num diretório do meu site, foi redirecionado para um subdomínio do blogspot. Isso foi uma invasão de domicílio, um ato de truculência do Google, via blogger.com. Essa súbita perda de conteúdo me levou à perda de posição. Imediatamente deletei o redirecionamento e uma semana depois reconquistei a posição. Instalei o wordpress. O que ocorreu em seguida não cabe ser discutido aqui. Mas isso mostra o quanto é perigoso uma empresa dominar o mercado em um mundo capitalista.

    Por esse motivo acompanhei de perto as negociações de uma possível fusão do MSN (ex) com o Yahoo, torci para que ela acontecesse, torci para não haver associação do Google com o Yahoo. Escrevi vários artigos relatando as negociações. No fim saiu uma pífia associação Microsoft-Yahoo. Previ que ela não resultaria em algo que pudesse confrontar o Google, e ainda seria ruim para o Yahoo.

    Depois de tudo isso indago: tem alguém aí que garante que seu site será punido se seu competidor apontar um monte de links ruins para ele?

    • Concordo contigo Ruy Miranda e pretendo levar este assunto para outros rumos que não apenas entre nós profissionais – para os empresários entenderem mais o risco que correm de não entender toda mecânica atrás de empresas éticas ou não e do próprio Google, eu acho que falta mais clareza – mas o Pedro Dias saiu de lá e por mais que mantenha contato e conheça tudo – não poderás nunca falar algo como ter um erro na gestão disto – é uma ferramenta como qualquer outra sujeita a erros – e uma coisa que notei na comunidade de SEO é que dependem muito disto – particularmente acho que o segredo de tudo ainda está nas mãos dos criativos – e desenvolvedores capazes de fazer valer mais que um buscador – mesmo faturando bilhões – o que manda não é o conteúdo? então que sejas!

  20. fico pensando como os mecanismos de busca
    diferenciam algum links que possam estar sendo
    usados para prejudicar um site sem que haja prejuízo
    para o site afetado.

  21. Olá Pedro,
    obrigado por partilhar os seus conhecimentos.
    No caso de link’s, e tendo em consideração, com o atributo “noffolow” cada vez mais presente, a maíoria das vantagens de link building acabam por se relevar ineficazes, ou não?
    No entanto, Li um artigo, não sei aonde, em que o autor dizia que o link, se “noffolow” embora não seguido pelas spiders, resultaria, contudo, numa mais rápida indexação, pelos motores de pesquisa, isto, se o critério “noindex” não estiver presente. Concorda?
    Por outro lado, será possível, numa futura abordagem voltar ao tema:
    http://www.pedrodias.net/seo-em-portugal-pois-bem-sim-senhor/ – uma vez que já passaram uns anos, tvz, seja possível voltar a balancear os resultados. Se bem que em minha opinião, pouco se alterou, na avaliação do que vejo por aí.
    Obrigado

  22. Adorei os comentários sobre link building e uma coisa seria e complicada particularmente para fazer em outra língua que não seja inglês que tem todos os softwares disponíveis. Link building feito a mão e muito trabalho, eu uso sempre software para criar links com PR 3+ nos meus sites e os sites dos meus clientes, e uma forma rápida e eficiente. Claro depois tem o processo de indexing que e outra coisa. Se desejam saber mais do que eu faço podem contatar-me. Boas dicas neste blog!

  23. Ruy Miranda says:

    A despeito de ter tecido considerações acima sobre o tema, a construção de rank (prefiro esta denominação em português, embora reconheça que há um tráfego secundário advindo desses links), ele é palpitante e complexo, o que dá margem a mais condiderações após a leitura de outros comentários. Por isso vou citar alguns itens advindos de minha experiência.

    1. A construção de rank (o mais certo seria ranque, mas vá lá) deveria ocorrer exclusivamente por meio de links naturais, citados no texto e no contexto. Esta forma é mais coerente com a origem do algorítmo dos links que isnpiraram os fundadores do Google (no começo o algoritmo estava restrito aos links), quando ainda estavam na universidade. Eles se basearam no uso formal de citações de temas e autores dentro do texto científico. A citação bibliográfica, que vem no final desses trabalhos ou “papers”, foi substituída pelo link que leva o leitor diretamente a fonte citada.

    Eu acompenhei essa trajetória, inclusive com os muitos problemas que ela gerou, os passos adiante e para trás dados pelo Google no assunto. Vi que o Google ficou muito animado em 2011 com o aumento das chances de identificar a autoridade do site de onde partem os links. Ã animação estava no desenvolvimento do programa Panda que, ademais, identifica duplicações e plágios.

    Mas tanto a ideia original de ter citações nos textos, como a de identificar a reputação do site apresentam, a meu ver, fragilidades. Eu tenho exemplos de links que apontam para o meu site, colocados dentro de textos, e que nunca foram alcançados pelo Google. Um dos sities tem PR¨6 na home e 5 na citada página. Mas se alguém colocar um link para você na home, e até inclui-lo nas páginas internas, situados sob o título Parceiros (em geral um forma disfarçada de compra de links), ele vão ser identificados rapidamente, e um ou mais deles serão listados. Portanto o link natural, puro de origem, não será necessariamente identificado e listado. E o que é provavelmente comprado o será rapidinho. Por outro lado, o programa Panda usa a chamada Aprendizagem de Máquina, que consiste em padrões de reconhecimento para agrupar coisas semelhantes. Eu tenho alguma experiência com um robot que trabalha dessa forma e que usei para a construção de pequenos diretórios. Ele realmente identifica mas tem de checar de dois a três mil sites para peneirar cerca de cem, e depois, numa análise visual, você vai excluir a metade. Portanto é um sistema bom para a reputação do site, mas tem falhas, muitas falhas. No meu entender, a animação do pessoal do Google com o Panda vai durar pouco, sem falar nos “furos” da identificação de dupllicidades.

    2. Um tema interessante é a compra de links. Se o leitor tiver curiosidade faça uma busca com “to buy links”. O primeiro site que aparece é http://www.linkadage.com/. De quando em quando eu o visito para ver como andam as relações do Google com ele. Elas são as melhores possíveis. Até poucos meses atrás o PR era 4 e agora é 5 (e olha que o rigor está muito alta nessa esfera). Ali você pode comprar e vender links. O Google age de forma dúbia neste caso porque lá nas feramentas de webmaster ele encoraja a denunciar sites que tenham links comprados e ao mesmo tempo não faz nada contra Linkadage. Tá bom, um coisa é você ter link comprado no seu site e outra coisa é você comercializar a mercadoria. Mas que é uma área cincenta, não há dúvida que é. Eu discuto este e outros assuntos na minha página Mazelas do Google (www.otimizacao-sites-busca.com/art-misc/mazelas-google.htm).

    3. Vejo que há muita discussão sobre “nofollow”. É preciso ter muito cuidado em usá-lo na meta tag robots porque os links do site, uma vez dentro do index do Google, passam por um processo de distribuição interna de ranks que visa a chamada ubiquidade dos links. Colcoacar “nofollow” em página já indexada é caçar dor de cabeça.

    4. Por fim, e procurando ser o mais suscinto possível, tenho pensado muito nessa estratégia de alguém pagar a um terceiro para obter links dentro de padrões que os fazem parecer “naturais”. Imagine o leitor uma firma de otimização ou de qualquer outra natureza, que destaca um funcionário (ou mais) para trabalhar na obtenção de links. Isso é errado? Não. É certo e muito usado. Que diferença há entre esse trabalho e o desenvolvido por um terceiro, de fora? Ambos são pagos, embora de formas diferentes.

    Finalmente quero me redimir de uma expressão num comentário acima de que se o Google punisse sites que aparecem com volume razoável ou grande de links, de uma hora para outra, a internet viraria uma bagunça. Estou convencido de que não há punição em tais casos – apenas esses links são total ou parcialmente ignorados. Quem nega que uma grande empresa possa instalar, de uma hora para outra um departamento de construção de rank, e coloque várias pessoas para obter links? As questões a serem consideradas seriam apenas a idoneidade dos links e/ou a confirmação dos links por meio de visitas do Googlebot por vários meses. Assim, a pletora de links também não pode ser fator excludente na construção do rank.

  24. Olha minha preocupação é com o futuro próximo quando ter tanta poluição, a televisão é cara e para poucos – ninguém nunca no mundo todo experimentou este excesso que estamos vivendo e eu dúvido que o Google e o povo vai saber lidar com isto tudo – dizem para fazer um trabalho de escupir quase que no manual – mas imagine uma agência que tem que atender clientes pequenos em todo país e ter que acertar tudo que faz? Não estou fazendo apologia a compras de links, mas tenho dúvidas que mesmo sendo criativos e fazendo a lição de casa, devagar não vai dar! Se formos andar devagar com tanta gente chegando em SEO vai dar caca, quanto mais concorrentes piora a situação. Agora fazer planejamento, estudar tudo é maravilhoso, se funcionar no tempo certo!

  25. Olá Pedro,

    desculpe + não conhecia seu blog e achei d+, estou começando a me interar sobre o assunto e achei de suma importância seus posts. Obrigada !

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