O Panorama de SEO e Marketing Online em Portugal

A crise… Aaaaah a crise, essa maldita!

É fato, não se ouve falar de outra coisa em Portugal. O contato que tenho com familiares e amigos nas redes sociais, os vídeos que consigo ver (com muita dificuldade) através do site da RTP que teima em ter um site com um nível de usabilidade péssimo — para não falar do abuso de Flash — e as feeds que subscrevo, dão-me um panorama mais ou menos fidedigno do que se vive em Portugal ao momento. Durante os últimos 5 anos, a política portuguesa conquistou a fama da coisa mais suja e corrupta que se pode imaginar, graças ao estilo bon-vivant dos responsáveis por gerir o país que apenas olham para o umbigo. A teimosia em fazer gastos acima das possibilidades nacionais, querendo estar automaticamente ao nível de uma Alemanha ou França, contribuiu para que Portugal desse o maior tombo a nível financeiro a que alguma vez se assistiu (sim sim, há outros países também, mas é sobre Portugal que estou a escrever).

O número de  pessoas que conheço — que comunicam através das redes socias — que se encontram no desemprego é preocupante… A população mais jovem tende a ponderar mais do que nunca, sair de Portugal, tal como eu o fiz em 2006. Claro, para não falar das universidades que continuam a cuspir pessoas formadas em àreas em que não existe mercado significativo, ou em que este está totalmente saturado. Retrospectiva feita… Adiante.

Don’t bother me, it works just fine

Portugal tem, por norma, sido um país em que o mercado/negócio online é praticamente inexistente quando comparado com países como Holanda, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, ou mesmo Espanha. A maioria, senão a totalidade do negócio feito em Portugal é feito da maneira tradicional, ou seja, offline, e o que existe online é em grande parte, propriedades de empresas estrangeiras que aproveitam os nichos portugueses inexplorados. Ainda existe uma mentalidade vincada que, para ter um negócio próspero, é necessário um escritório fino e um carro bonito, o website é apenas um cartão de visita, bonito para se mostrar aos amigos. Áreas como o Marketing, já começam a dar os primeiros passos para o online, mais ainda está tudo muito verde, pois ainda são muito poucos os profissionais que o fazem.

Numa das minhas digressões pela Europa, e quando estive em Vienna na Áustria, reparei que se pode pagar o parquímetro para o estacionamento do carro através do smartphone, a empresa disponibiliza uma aplicação em que é apenas necessário fotografar a matrícula do carro e mencionar o código do parque de estacionamento, isto porque ter um telefone com 3G não é nada do outro mundo e as empresas de serviços móveis não cobram os olhos da cara para se ter uma ligação de dados decente. Mas isto foi apenas uma curiosidade. Sei que em Portugal o serviço de online banking ainda é mais ou menos decente apesar de alguns soluços.

A maioria do que se faz online em Portugal, e a tecnologia de Internet, é empregue na maioria dos casos para… Pasme-se, navegar no Facebook e jogar FarmVille. Não, não é errado, mas é um recurso completamente desperdiçado quando consideramos que poderia ser usado na criação de riqueza e competitividade económica. Pergunto-me quantos portugueses exploram o Google Zeitgeist para Portugal, ou o Google Insights for Search, ou o YouTube Insights, ou mesmo o Public Data Explorer, e aproveitam a informação para a criação de oportunidades de negócio. Certamente uma percentagem muito pequena da população… Mas o mais preocupante não é sequer o fato de que a maioria das pessoas não dá atenção a oportunidades que estão à espera de ser aproveitadas e que passam como fantasmas, mas o fato que empresas estabelecidas com nome no mercado e com negócios abertos também descuidam esses mesmos recursos e oportunidades tão triviais.

Felizmente ainda vão existindo projetos interessantes que embora não sejam direcionados a Marketing Online, começam a puxar o foco para a Internet como Sapo Codebits, UX Lx, Upload Lisboa. No entanto, a maioria das empresas de volume em Portugal não se interessam por estas áreas, essencialmente porque não vêm como uma necessidade ou algo importante, e claro, porque o modelo de negócio que consideram importante é o offline.

Build it and they shall come

Sei que é complicado investir do zero num negócio novo em Portugal. Eu mesmo optei por ir para o Brasil — após 5 anos e meio no Google na Irlanda – e abrir lá a minha própria empresa, mas a escolha foi feita pela natureza do mercado, porque o meu público-alvo são as empresas e não os consumidores, porque tenho a possibilidade de ir para lá, e porque tenho um leque de contatos com colegas e profissionais que de outra forma seria desperdiçado se começasse em qualquer outro lugar. No meu caso, faz sentido começar pelo Brasil bem como um pouco a nível internacional e mais tarde considerar extensão exclusiva a Portugal, talvez quando o mercado estiver preparado.

Em época de crise, faz mais sentido do que nunca apostar e investir em vertentes de negócios que sejam escaláveis e com custos reduzidos. O modelo online é um exemplo perfeito onde, com investimentos menores que em offline, se consegue gerar um nível de receita por vezes superior ao modelo de negócio tradicional. No entanto são poucas as empresas e profissionais que consideram ou que entendem este modelo, essencialmente as empresas portuguesas já estabelecidas e com nome no mercado não levam este modelo a sério, pelo menos o suficiente. Quando se fala em online em Portugal, a maioria pensa em Facebook, é impressionante como grande parte das empresas prefere isolar-se dentro do Facebook do que apostar numa presença online, sólida e global num ambiente em que é a própria empresa que controla e que não está sujeita aos critérios e regras de uma única entidade. E não, mais uma vez, eu não estou a dizer que o Facebook não é uma boa estratégia, mas sim que ela não deve ser a única, nem a principal. Sejamos sinceros, a maioria das empresas portuguesas não tem a mínima preocupação com uma estratégia de Marketing Online decente, a acessibilidade/usabilidade da maioria dos sites deixa muito a desejar.

Fazendo um teste rápido na vertical de compras online, por exemplo se a Fnac (que até é uma empresa francesa em Portugal), ou a Worten tivessem uma experiência de usuário melhor e uma estratégia de Marketing Online planeada conseguiriam maximizar a sua presença online e mesmo aumentar o nível de receita. Uma rápida pesquisa em Google.pt mostra claramente que não existe tal preocupação, tentem exemplo uma simples pesquisa por [comprar tv lcd] ou [comprar filmes] entre outros termos relevantes para qualquer um desses sites. Sim eu sei que provavelmente existem outros termos para os quais os sites rankeiam no Google, mas esta é uma análise pontual que serve perfeitamente como exemplo e que infelizmente não é exclusiva aos sites que exemplifiquei aqui, pelo contrário.

Mas eu já anuncio no Google

Sim, a maioria das grandes empresas portuguesas já anuncia no Google AdWords, ou no Facebook, ou em qualquer outro mercado de PPC (pay per click). No entanto descuidam totalmente a imagem e posicionamento nos resultados orgânicos dos motores de pesquisa, aqueles que embora custem dinheiro de um modo indireto — porque necessitam de um planeamento e uma estratégia de Marketing Online sólida — não são pagos ao clique ou pelo número de vezes que aparecem e por isso fazem parte da tal estratégia escalável com investimento reduzido. No entanto como em tudo, SEO é uma àrea relativamente nova que é pouco explorada pelos tradicionais profissionais de Marketing — pois ela incorpora um grande lado técnico — onde existem mais auto-intitulados “profissionais” e “experts” do que pessoas sérias que realmente sabem daquilo que falam e que estão dispostas a ajudá-lo a cuidar do seu negócio online em vez de fazer o trabalho e fugir com o dinheiro o mais depressa possível antes que o Google veja o resultado.

É essencial entender de uma vez que, se a sua marca não está online, você vai deixar de existir completamente para as gerações futuras. As pessoas cada vez mais pesquisam por informação na Internet. Quer seja em redes socias, perguntando aos amigos que normalmente depois leva a pesquisar num motor de busca. Se a sua marca não aparece, você perdeu a oportunidade.

Para quem está sem perspetivas fortes de emprego, esta é uma excelente oportunidade para começarem algo na Internet. Pois ela não requer um investimento avultado, apenas dedicação e tempo. Quer seja um blog que pode ser monetizado em troca do seu conteúdo especializado e de qualidade, ou uma loja online onde você pode fazer praticamente tudo a partir de casa. É preciso começar a pensar em alternativas ao que conhecemos… Como aconselhei recentemente a um amigo: “não limites as tuas opções à rua onde moras”.

Este post vem na sequência dos já muito antigos: Portugal na Internet e SEO em Portugal, pois bem, sim senhor!

Update: Para complementar, follow-up no blog da Engeeno sobre Empresas de SEO em Portugal.

Comments

  1. Olá Pedro,
    O teu artigo está muito bom. Partilho contigo quase esses pontos de vista. Sou Português, Algarvio e estudei em Lisboa, no IADE. Estudei Marketing… na altura o curso tinha uma cadeira de informática… que ensinava Corel Draw… A internet estava a fazer milhões e estes gajos andavam a ensinar Corel?!!

    Foi durante o curso (1998-2004) que criei um projeto que visava a partilha de documentos online. Já tinha feito alguns sites para empresas, mas nenhuma destas valorizava o trabalho… e até começar a minha aventura fora de Portugal, também no Brasil, a minha experiência foi:
    O mercado tradicional funciona tal e qual como à 12 anos atrás. Nem a malta jovem percebe de internet. A única coisa que sabem é fazer queixarem-se, sair à noite, e ver a vida dos outros no facebook.
    Os “empresários” pagam 400 euros por mês para aparecer junto da sua concorrência nas páginas amarelas. Quando os questiono quantos clientes vêm de lá, respondem sempre números inferiores a 20… ANO!
    Quando apresento orçamentos para sites que superam as 5000 visitas mensais… recebo respostas de que encontraram mais barato e que por 400 euros fazem um site… Quer dizer, às páginas amarelas pagam 400 ao mês, para fazer o próprio site procuram o mais barato!

    Uma vez ouvi uma frase de um empresário que dizia “quem planta bananas, colhe macacos!”

    Sempre quis vencer na área da internet. Começei a trabalhar (tentar) para mim em 2007, com lojas online, e continuei a fazer sites para “clientes amigos”, com o objetivo de ter sempre “matéria prima” para as minhas experiências. Fiz sites que mesmo com a concorrência (pouca, em Portugal) começaram a receber muitos contatos do Brasil. Ora percebi que as técnicas eram as corretas. Então apliquei tudo por tudo para fazer projetos de sucesso em Portugal, e cheguei à conclusão que Portugal é um país muito pequeno. Mesmo com um bom site, o negócio pouco aumenta, pois quando existe um nicho rentável são os sites internacionais que captam os lugares pioneiros. No Algarve, como sabes, vivemos do turísmo, e quando o turísta chega cá já comprou tudo no estrangeiro, e se tiver um negócio local, o site pouco vai ajudar, a não ser que o empresário queira sair daqui, e vender às pesquisas que vêm de fora.

    Tenho acompanhado a evolução da internet, e as conclusões que tiro disto são:
    1- O Mundo, neste momento está na internet, quem não estiver lá, não existe!
    2 – Existem pouco mais de 5 sites no mundo:
    2.1 – Google, que domina o primeiro lugar
    2.2 – Facebook
    2.3- Twitter
    e sobre os restantes, não me pronuncio, pois não tenho dados.

    Para encontrar os restantes milhares de milhões de sites (os nossos), utilizamos os sites que mencionei acima
    Para encontrar ou chegar até aos milhares de milhões de sites (os nossos), pesquisamos pela nossa intenção (a chamada palavra-chave) e colocamos a palavra-chave no idioma que falamos.

    Ora, isto explica porque na Europa, a Alemanha domina o comércio online e “afins” online. São 80 milhões a falar a mesma lingua. Os Estado Unidos são 390.000.000, e por esta lógica, nós somos… 10.000.000… 10 milhões de pessimistas, em que os que querem vencer procuram no estrangeiro, ou em inglês! ora, como podemos nós sair do fosso! Dizem que somos a Europa… treta. Somos sim uma data de ignorantes a puxar a brasa, cada um à sua sardinha.
    Espanha, França, Inglaterra, Alemanha, Itália, etc, etc… todos os países da Europa, falam tantos idiomas diferentes e têm tantas culturas distintas que ninguém se entende.

    A internet não é o futuro, é o presente, e comunica tal e qual como as serps do google. Inglês, Chines, Françês, Alemão, Portugues, e os restantes. O Google tem o primeiro lugar, o segundo, o terceiro e os outros… Mas o Português falado na internet não é vindo de Portugal….

    Comecei o meu primeiro projeto no sul do Brasil à dois meses e já vejo mais potêncial do que em todos os sites juntos que já fiz em Portugal. Isto só quer dizer que quem quiser ter negócios locais em Portugal vai ter que mostrar bem a diferença.

    Boa sorte todos vocês que queiram tentar a sorte. Se estão indecisos em tentar, tentem, mesmo que errem, e voltem a tentar novamente, pois só assim poderão saber que é fácil.

    • Também me lancei sozinho na aventura da internet em 2007, partilho as mesmas frustrações e vontades. Já me tinha ocorrido o nome Brasil, mas nunca me debrucei a fundo sobre essa possibilidade, e não é a primeira nem a segunda opinião nesse sentido.

      É pena mas é a realidade.

      São Paulo será um boa opção?

      • José Féria says:

        Brasil é uma oportunidade para todos os que quiserem marcar diferença em algum campo. A grande vantagem que vejo neste país é o fato de falar a lingua portuguesa. Existem muitas oportunidades, mas tudo depende do tamanho dos players. São Paulo é onde estão os mais fortes, é local onde a concorrência é mais feroz, e onde os custos de implementação são mais altos. Tudo depende do know da área onde vai intervir. Os grandes players escolhem campos de batalha mais dificeis, os players mais pequenos devem escolher campos à sua altura. A única questão é ter humildade para perceber “qual é o nosso verdadeiro tamanho”!

  2. Milton Ferreira says:

    Bom artigo Pedro, está muito bem visto e já tinha comentado sobre este potencial com o Nuno Fernandes, aliás estamos os dois neste momento a elaborar uma idéia dentro deste conceito que aqui expões.

    Para corroborar o que aqui dizes, vi no facebook e foi bem espalhado por lá, um trecho de vídeo de um programa que é o “Prós e contras”, na altura em fizeram manifestações de juventude em Portugal, vídeo este que mostrava um jovem empresário português criticando o modus operandi dos recém licenciados na busca de emprego. E basicamente o que ele dizia é que por cá não há a mentalidade de oferecermos às empresas uma mais valia, antes pelo contrário, só buscamos um espaço para nos encostármos e receber o ordenado. O problema é que as empresas querem produtividade e rentabilidade…

    Abraço

  3. Hugo Martins says:

    Excelente texto e excelentes respostas. Eu estou a começar no mundo SEO tenho alguns blogues, fui penalizado fortemente pelo google e estou a tentar perceber onde falhei, tenho humildade suficiente para continuar a trabalhar. A queda foi na ordem dos 80% mas não desistirei.
    Busco na net possível ajuda e dei de caras com este magnífico site, já andei a ler bastante por aqui e li coisas muito úteis. Parabéns.

  4. Olá Pedro, obrigado pela apreciação efectuada ao mercado PT, 5 anos depois do primeiro artigo. Infelizmente, a realidade que focas é a do meu triste País, o que somos. Pequenos em tudo, sobretudo, na fórmula de pensamento. Infelizmente as coisas não irão mudar. O José Féria transmite factos que eu, noutro ponto do país, PT, também os vivo. SEO em Portugal? É executado por webdesigners que argumentam conhecimentos que não possuem, orçamentam-se valores incomportáveis para qqr projecto que pretenda corresponder a qualidade de implementação. Isto está bom para os Chineses, vendem 4000 000 000 de euros para PT e nós, exportamos 800 000 000 de euros, somos isto. Está bom para o blackhatfórum o teu site no topo por 200 euros, enfim, em PT só estamos um dedo acima de Marrocos, portanto, fomos e continuamos a ser Marroquinos. Não mudamos, e, infelizmente os putos, 17/ 30 anos também não o estão a fazer. Continuam com a mesma mentalidade que compram dos Paizinhos, tenho visitado alguns fóruns e lido umas coisas, e enfim… Se aparece alguém com uma idéia nova, ou a oferecer algo, mesmo desprovido de interesses, é o bota-abaixo, – se aparece uma idéia mafiosa, pretenciosa, o facilitismo do truque marroquino, é uma festa. Sou da geração de 60, quando era puto, 18/20 anos, pensei que a mesma faria a diferença, hoje constato, nos putos 20/30 anos, que Infelizmente, não vamos crescer ainda!
    Estive aí no Brasil em Dez, achei que no Norte, embora muito pobre, é local de grandes oportunidades, porque está a crescer desalmadamente, o Sul é o desenvolvimento, está aí, mas também, já com muita concorrência.
    Ficamos a aguardar o próximo artigo, e desejo de muito sucesso aí para terras de Vera-Cruz.
    abraço Mário

  5. Paulo Vasco Silva says:

    Boa tarde a todos.

    Antes de mais quero dar os parabéns ao Pedro Dias pelo seu blog. Não o conhecia e pelo seu interesse fez com que o visite peridiocamente à procura de novos textos e comentários.

    Como alguns intervenientes dos comentários, o meu percurso profissional é semelhante a alguns comentaristas. Não sou licenciado, mas com a minha experiência e trabalho efectuado cheguei a art director do maior grupo editorial aqui em Portugal.

    Neste momento encontro-me desempregado e, teimosamente, continuo a “carregar na mesma tecla”: Internet.

    Na verdade, Portugal e a grande maioria dos empresários portugueses, continua a ter a mesma mentalidade de sempre: o mundo é a “sua rua”. Não saem da sua zona de conforto. Tive um contacto com um potencial cliente (pensava eu) em que a resposta dele foi curta, relativamente ao interesse que ele tinha em ter uma presença online capaz, séria e transparente, de forma a aumentar o desenvolvimento do seu negócio: “Há 30 anos que trabalho assim e tenho clientes, não preciso da internet para nada”…

    Como este cliente há inúmeros…

    Enquanto os interessados continuarem a insistirem no outbound marketing, que não trás praticamente nenhum retorno aos negócios hoje em dia, continuaremos nesta rua da amargura… O ultimo episódio que tive com um cliente foi discordar e achar um problema ter que pagar anualmente 60 euros por um alojamento… quando paga mais de 2000 euros de renda mensal pela loja que tem aberta ao publico… e em que o seu negócio tem vindo a baixar o volume de facturação provocado pela diminuição de clientes.

    O grande trabalho, e mais lento e árduo, é mudar a mentalidade do português. Somos europeus sim, mas apenas geograficamente, pois no que diz respeito ao resto, estamos ao nível dos países subdesenvolvidos.

    Uma breve referência ao Brasil. Como vários comentaristas o disseram, o Brasil avizinha-se para mim também como o país das oportunidades. Os empresários brasileiros sabem e acreditam no marketing online.
    Estou a direccionar todas as minhas atenções para lá e o feedback que recebo do Brasil é fantástico…

    Cumprimentos a todos
    Paulo

  6. Pedro,

    sou brasileiro com nacionalidade portuguesa, pois meu pai é da Ilha Terceira e já estive em Portugal mais de uma vez. É com tristeza que vejo em que níveis andam o panorama político e de desemprego em Portugal, pois tenho uma ligação muito profunda com essa bela terra. E também fico triste por ver como o mercado online por lá ainda não é valorizado, pois trabalho com marketing digital, uma área pela qual sou apaixonado e me dedico muito. Guardadas as devidas proporções, ainda sinto uma certa resistência de pequenas e médias empresas do Brasil de investirem em SEO, por exemplo, pelo fato de “duvidarem” da consistência e retorno que investimentos nesta área podem trazer, principalmente por não ser algo instantâneo ou a curtíssimo prazo, diferentemente do Adwords ou anúncios no Facebook, por exemplo. Por outro lado, muitas empresas estão totalmente voltadas ao mercado de publicidade online como um todo, gerando não somente grandes negócios, mas melhorando a visibilidade de marcas que não teriam vez no offline, devido aos custos muito maiores de investimento. Tenho gostado bastante da área de SEO, que estou estudando e me aperfeiçoando cada vez mais, e percebo que é uma área na qual os profissionais gostam de trocar conhecimentos e informações, o que agrega muito ao desenvolvimento de técnicas cada vez mais consistentes e à valorização deste trabalho. E, voltando à Portugal, torço muito pela recuperação desta crise e pela evolução do marketing digital por lá.

    Um grande abraço!

  7. Wander Cavalcante says:

    Olá Pedro,

    Já conhecia um pouco do seu trabalho através do site do Gustavo Guanabara e quando estava pesquisando mais sobre você, para conhecer melhor seu trabalho descobri seu site e gostei muito do que você escreveu. Têm exatamente 9 meses que venho estudando algumas linguagens de programação como: PHP, C e SQL e comecei a fazer uma faculdade na qual o curso é Análise e Desenvolvimento de Sistemas, aqui na cidade de Fortaleza-Ce.Umas das coisas que mais se é dito na sala de aula é sobre a falta de profissionais,a qualidade desses profissionais e é claro o que eles vêm fazendo, ou seja, tudo isso que você comentou sobre Portugal pode ser dito sobre o Brasil, pois o nosso país tambem é muito tradicional, mas parece que agora, talvéz por causa de dois grande eventos mundiais que vão ocorrer no Brasil, que seriam, á Copa do Mundo e as Olimpíadas, fizeram abrir os olhos de alguns empresarios, porém muitos ainda têm esse mesmo pensamento que você descreveu sobre os empresarios Portugueses.Espero que isso mude, não so aqui, mais em boa parte do mundo, pois como você mesmo disse, quem não se atualizar vai deixar de existir.Para finalizar, gostaria de desejar boa sorte nesse novo projeto e vou avisar a todos que buscam um site com conteúdos de otima qualidade, para visitar o seu.

    Atenciosamente,
    Wander Cavalcante

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