Já noutras ocasiões abordei o assunto da compra e venda de links aqui no blog, mas desta vez vou tentar simplificar ao máximo e tentar explicar as coisas de uma vez por todas com uma analogia a algo que acontece frequentemente na vida real:

Vocês estudaram durante anos a fio na escola ou na universidade e chegaram ao fim com mérito e uma das melhores classificações. Passado algum tempo, aventuram-se no mercado de trabalho entusiasticamente à procura daquele emprego que vos reconhecerá e dará valor pelo que vocês têm para pôr em prática. No entanto rapidamente descobrem que os melhores empregos estão reservados para os “tachos”, e não para os talentosos, ansiosos por demonstrar o que valem e serem reconhecidos. Como vocês não se enquadram na categoria de “tacho” ou “favorzinho” (situação em que nada conta, muito menos o mérito) acabam por nunca atingir posições em que vos seja atribuído reconhecimento pelo esforço e dedicação que tiveram enquanto estudavam.

Agora a analogia com a compra e venda de links:

Vocês criaram um site com mérito e esforço, um site com conteúdo de qualidade e útil para quem necessita do que vocês têm para oferecer. Passado algum tempo, submetem o vosso site para ser indexado e classificado nos principais motores de busca na esperança que serão reconhecidos pelo valor e pelo que têm para partilhar e pôr em prática. No entanto rapidamente descobrem que os melhores lugares estão “reservados” para os tais “tachos”, aqueles que têm mais dinheiro e compram links (dos que passam PR e manipulam resultados de busca) – does this ring a bell? – e não para os talentosos ansiosos por mostrar o que valem e serem reconhecidos por isso (os que ganham links que passam PR por mérito). Como comprar links é mais rápido que ganhá-los por mérito, vocês ficam em desvantagem, acabam por nunca atingir posições de relevância ou reconhecimento pelo esoforço e dedicação que tiveram quando criaram o vosso site.

Resultado:

<nightmare>
Um dia precisam de fazer uma pesquisa e apresentar resultados, pesquisam por certo tipo de informação na esperança de obterem o melhor resultado nos diversos motores de busca, pesquisam no motor X, Y e Z… mas oh noes!! …os melhores resultados são todos “comprados” e os sites que encontram não contêm informação correcta ou são apenas sites feitos para estratégias de “make money online”… mas vocês precisavam era mesmo daquela informação e agora, em vez de obterem o melhor, obtêm aquilo que alguém pagou para vos mostrar.
</nightmare>

Resumindo, o objectivo do Google é fornecer aos utilizadores a melhor experiência apresentando resultados relevantes e justos. Se no entanto, um webmaster decidir comprar ou vender links com o intuito de manipular os resultados de busca, nós reservamos o direito de proteger a qualidade do nosso índice. Comprar ou vender links que passem PageRank viola as Directrizes de Qualidade do Google. Esses links podem destruir a relevância dos resultados causando:

  • Irrelevâncias: Falsa popularidade através de links que não são fundamentalmente baseados em mérito, relevância, ou autoridade;
  • Injustiças: Vantagem injusta nos nossos resultados de busca orgânicos para os websites com mais dinheiro.

De maneira a respeitar as Directrizes de Qualidade do Google, os links pagos devem incluir uma tag [rel="nofollow"] ou outras técnicas, tal como redireccionamento através de uma página excluída por robots.txt.

Espero ter contribuido para uma melhor visão da posição do Google no que toca à compra e venda de links que passam PageRank e o porquê dessa posição.

Algumas das questões mais prevalentes:

Q: É considerada uma violação das Directrizes de Qualidade a compra ou venda de links que passam PageRank? Porquê?
R: Sim, pelas razões mencionadas acima.

Q: É essa a razão pela qual vimos sites que vendem links receberem um PageRank mais baixo na Barra de Ferramentas do Google?
R: Sim. Se um site estiver a vender links que podem afectar a nossa opinião acerca da relevância desse site ou cause a perda de confiança nesse site.

Q: Qual o recurso para o proprietário de um site se o seu site estava vendendo links que passam PageRank, e por consequência perdeu PageRank?
R: O proprietário do site pode corrigir as violações e submeter um pedido de reconsideração na Consola de Ferramentas do Webmaster do Google. Antes de fazer um pedido de reconsideração, por favor certifique-se que todos os links vendidos não passam PageRank ou foram removidos.

Q: O Google está a tentar dizer aos Webmasters o que podem fazer com o seus próprios sites?
R: Não. Estamos a dar um conselho para os Webmasters que queiram ter um site de sucesso no Google.

Tal como o Matt Cutts refere neste vídeo em Junho de 2007 (em Inglês), os Webmasters podem fazer dos seus sites aquilo que quiserem, mas o Google reserva o direito de proteger a qualidade e relevância do índice de busca. Segundo nosso conhecimento, todos os motores de busca adoptaram posições similares.

Q: O Google está a tentar acabar com outras formas de publicidade utilizadas para gerar tráfico?
R: Não, de forma nenhuma. As nossas Directrizes de Qualidade claramente referem que podem ser utilizados links como método para obter tráfico. De facto, na apresentação feita por Matt Cutts em Agosto de 2007 (em Inglês), ele refere especialmente métodos de publicidade não-Google que respeitam completamente as Directrizes de Qualidade. Nós pretendemos clarificar links pagos para motores de busca, de maneira a que estes não afectem os motores de busca.

Q: Sei de sites que parecem estar vendendo/comprando links. Como posso reportar essa informação para o Google?
R: Leia o nosso post acerca de como reportar links pagos de Junho de 2007 (em Inglês). Recebemos milhares e milhares de reportes em apenas alguns meses, mais alguns serão bem-vindos. Agradedemos e reconhecemos o feedback, porque não só nos permite agir directamente mas também permite melhorar a detecção algorítmica. Utilizamos também esses dados para treinar algorítmos para links pagos que violem as nossas Directrizes de Qualidade.

Q: Posso obter mais informação?
R: Claro. Matt Cutts respondeu mais acerca de links pagos no seu blog (em Inglês).

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Esta semana li um post como já há muito tempo não encontrava na blogosfera portuguesa. Confesso que me apareceu de surpresa através de um twit do Fábio Ricotta.

Fico feliz cada vez que vejo algo que me demonstra que ainda há pessoas em Portugal que conseguem ver o que está para lá do comum, e que realmente entendem do que falam, neste caso foi o post do Ricardo Delgado sobre o estado da Internet em Portugal e porque somos um país que por vezes ignora completamente oportunidades valiosíssimas. Se por um lado os resultados apresentados deixam um amargo no estômago, por outro lado não surpreendem quem já anda no meio há uns bons anos.

Não posso deixar de concordar inteiramente com o Ricardo quando ele analisa as razões principais pelo estado da nação, essencialmente a “Falta de entendimento e formação sobre a Internet”. E isto reflecte-se aquando grandes empresas do mercado online escolhem deixar Portugal de lado enquanto investem noutros países com maior potencial, empresas como Facebook, Ebay ou Amazon preferem apostar no mercado online de países como Espanha, França ou Itália do que em Portugal — até mesmo a realização de eventos de grande importância nas áreas de SEO (Search Engine Optimization) e  SEM (Search Engine Marketing) como SMX e Search Engine Strategies… A pergunta que fica é, até quando vai Portugal ficar adormecido e continuar a ignorar o potencial da Internet e do mercado online?

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…é uma daquelas perguntas que parece estar sempre ao virar da esquina e que me é constantemente feita tanto por colegas do Google como SEOs e webmasters. Por isso decidi fazer um post para onde os posso remeter e onde podem obter uma informação básica e necessária do que é preciso para começar, melhorar ou continuar a dar atenção de modo a aumentar a visibilidade nos motores de busca.

Constantemente leio perguntas no Fórum de Ajuda a webmasters sobre sites que estavam em primeiro e que desceram de posição pelas razões x, y ou z. O primeiro lugar, como qualquer outra posição na pesquisa orgânica do Google não pertence a ninguém por direito, nem deve ser tomado como um dado adquirido. A cada dia que passa a internet evolui, novo conteúdo é criado e publicado, se atingiu o sucesso e conquistou o primeiro lugar por mérito, parabéns… agora há que continuar a trabalhar para o manter, a evolução não pára e há sempre alguém atrás de si que continua a trabalhar cada vez que você se senta para descansar. Você pode ser o melhor SEO do mundo, ter a melhor arquitectura no seu site, mas se não tiver conteúdo actualizado, para onde os utilizadores possam voltar, vai perder relevância naturalmente por falta do mesmo — assim como ganhou relevância quando havia novo conteúdo.

Por onde começar? A que me devo dedicar? …esqueçam as meta-tags, os motores de busca passaram essa fase há muito tempo, hoje em dia a principal atenção deve ser dada aos seguintes factores:

  1. ter um site acessível (tanto uptime como acessibilidade);
  2. ter conteúdo relevante, orgânico de qualidade, que seja atractivo e actualizado;
  3. ser relevante e ter autoridade para a área que se pretendem dedicar;
  4. obter bons links de uma forma orgânica;
  5. ter títulos e palavras-chave relevantes para o nicho/tema;

e a dica bónus: Ler o Guia de Optimização para Motores de Busca publicado pelo Google :)

Algumas peguntas comuns relacionadas:

Q: Já fiz isso tudo, mas continuo aparecendo em [insira a sua posição aqui] lugar.
R: Os resultados de pesquisa actualmente são também afectados pela Personalized Search, ou seja, o Google vai ajustando os resultados de pesquisa dependendo das escolhas que o utilizador faz cada vez que clica num resultado. Por exemplo, para uma aficcionado em Geografia, a pesquisa por [Perú] mostrará mais resultados relevantes para a cidade do Perú do que receitas sobre Perú :) A mesma pesquisa é também diferente se for feita em Google.pt e em Google.com, a localização do utilizador (país, endereço IP, etc.) é também tida em conta.

Q: Tenho [insira o número aqui] mil links para o meu site, mas parece que o Google não os considera.
R: O Google gosta de links que sejam ganhos por mérito, se você tem 150 sites que ligam todos uns aos outros o Google vai perceber a sua intenção e o valor dos links será re-ajustado de acordo com essa intenção. Como o Matt disse num post recente sobre PageRank sculpting, o Google lida com análise de links desde muito antes de 2000: “Even when I joined the company in 2000, Google was doing more sophisticated link computation than you would observe from the classic PageRank papers. If you believe that Google stopped innovating in link analysis, that’s a flawed assumption“.

Se não tem muita experiência neste campo, pode sempre contratar um profissional de SEO, mas tenha cuidado na escolha do mesmo. É mais fácil arruinar um site completamente do que fazê-lo chegar ao sucesso, e desconfie de métodos infalíveis que o levarão ao sucesso numa semana.

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Acredito que muito do que vou mencionar neste post não tenha sido feito de um modo intencional e/ou com a intenção de manipular os resultados da pesquisa orgânica dos motores de busca. No entanto não posso deixar de comentar o assunto uma vez que já está assim há bastante tempo e parece não haver intenções de corrigir.

Durante uma das minhas regulares investidas à net por motivos que não são importantes ao momento, deparei-me com 2 sites do banco Millenium BCP que por coincidência ou não, apresentam o mesmo conteúdo, por exemplo dêm uma olhada em www.millenniumbcp.pt, e depois em www.cidadebcp.pt e descubram as diferencas… Inicialmente pensei que seria apenas descuido por parte do webmaster responsável pelos sites, e que não haveria muito mais para além do que se apresentava, no entanto o meu intuito não me deixou ir sem tentar uma pesquisa exacta num snippet de texto particular, e o resultado revelou algo mais, presenteando-me com uma variada gama de conteúdo duplicado, ora vejam uma pequena amostra:

http://www.millenniumbcp.pt/
http://www.bpatlantico.pt/
http://www.cidadebcp.pt/
http://www.bcp.pt/
http://www.banco-comercial-portugues.org/
http://www.banco-portugues-atlantico.info/
[...]

No entanto o Millenium BCP não é o único, e o Montepio Geral parece que seguiu a mesma linha de pensamento:

http://www.montepio.pt/
http://www.montepio.com/
http://www.montepio.org/
http://www.montepiogeral.org/
[...]

Compreendo que muitas das entidades queiram proteger as suas marcas e registar domínios que, em mãos alheias, poderiam vir a tornar-se um problema no que toca a brand management, esquemas de phising, etc. No entato a maneira como o fizeram nao deixa de ser incorrecta. Com isto, não só estão a perder relevância no domínio principal, como estão a deixar ao critério dos internautas a escolha da marca para a qual o vosso site aparece no Google… eu explico (e de borla):

  1. Ao terem vários domínios indexados com o mesmo conteúdo, estes estão literalmente todos a competir entre eles, colocando em parte a relevância do vosso site principal em risco;
  2. Os internautas/clientes/visitantes irão fazer hiperligações para diferentes domínios com o mesmo conteúdo, dispersando assim o valor dos links que receberiam com apenas um domínio, por exemplo eu posso decidir ligar para [www.banco-comercial-portugues.org/uma-pagina-importante.html] em vez de [www.millenniumbcp.pt/uma-pagina-importante.html], fazendo com que ambas as páginas disputem relevância entre elas;
  3. Estão a dar aos internautas a escolha para que marca preferem ver na internet, imaginemos que agora todos comecam a criar hiperligações para [www.banco-portugues-atlantico.info] …em vez de [www.millenniumbcp.pt] fazendo com que naturalmente o primeiro substituísse o segundo nos resultados de busca orgânicos;

No final quem sai prejudicado são os detentores dos domínios em questão, pois o Google irá “filtrar” aquilo que acha que é “irrelevante” de acordo com os seus algorítmos. A maneira correcta de lidar com este problema, passa por fazer com que todos os domínios secundários redireccionem para o domínio principal com um código HTTP 301.

Caso precisem de esclarecimento adicional podem dar uma leitura no artigo que aborda Conteúdo Duplicado na Central de Ajuda a Webmasters do Google. Ou não tenham vergonha de visitar o Fórum de Ajuda a Webmasters do Google e pedir a opinião de outros membros mais experientes.

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Ainda estou de férias com a família, tem sido um descanso merecido com bastante sol e um pouco mais desligado do que se vai desenrolando no cybermundo. No entanto vou fazendo uma triagem aos emails que recebo para não ter um choque quando voltar ao trabalho, tenho também ocasionalmente seguido as últimas no meu Google Reader e no Twitter. É deste último que quero falar agora que os posts e a febre do Twitter na blogosfera Portuguesa acalmaram um pouco.

Registei-me no Twitter por volta de Junho de 2007 quando ainda só era coisa de geeks, e de início liguei muito pouco ao conceito, a utilização que lhe comecei a dar era essencialmente para socializar com os meus amigos e colegas do Google nos escritórios de Mountain View, Zurique, Hyderabad, etc… Followers eram essencialmente os meus colegas e um ou dois gatos pingados que acharam graça á minha timeline.

Foi essencialmente a partir da minha participação como orador no Google Search Masters 2008 em São Paulo que mais senti um *bump* na quantidade de seguidores, fiquei lisonjeado quando passei a barreira dos 200 seguidores, até ao dia em que o Danny Sullivan decide publicar um post com perfis de funcinários dos motores de busca no Twitter. O resultado está á vista e registado aqui, em menos de 3 dias a minha lista de seguidores (bem como a dos meus colegas listados no mesmo post) duplicou a um ritmo assustador que me faz pensar duas vezes antes de submeter o que quer que seja. Embora ao início tenha sido um pouco intimidante, foi um passo bastante positivo, tenho aprendido e ajudado imenso, bem como estreitado relações com inúmeros webmasters, SEOs, Jornalistas, Humoristas, you name it… Por outro lado tento também encontrar pessoas interessantes a quem seguir, não sou adepto da filosofia auto-follow, mas também não gosto de ser snob e restringir-me a um número reduzido de pessoas que sigo.

Já tentei seguir algumas personages famosas tanto internacionais como nacionais, em alguns casos não aguentei muito tempo. Acho que quando alguém só faz Re-Twitts ou diz coisas do género “olha… uma formiga”, deixa de ser interessante, mas normalmente gosto de dar uma olhada aos perfis dos meus novos seguidores.

Isto tudo para dizer que nos dias de hoje, Social Media é extremamente importante e constitui mesmo (ou deveria) parte de estratégias de SEO, e quem ignora fica sujeito a ser deixado de lado. Existem imensos artigos sobre o assunto… podem começar pelo início e ler o post do autor deste conceito… é de 2006 mas ainda muito actual.

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